terça-feira, 20 de maio de 2014

Venho para falar sobre os começos

Eu sei que apesar de tudo que possa parecer, o que possam pensar e o que possam dizer, a gente começou certo.

E, de novo, apesar do que possa parecer, essa afirmação não é precipitada, a gente sabe.

Há quem não acredite que só aconteceu agora, realmente, parece mentira, pois você sempre esteve ali. Eu também sempre estive, mas éramos outros, com outra cabeça, com outra história, com outros planos. Sempre nos demos bem, você sabia quem cantava as músicas que eu não sabia, me ajudava no que podia e fim. Fim.

Nunca quis te conquistar. Sempre fui eu mesma, sem poses, sem maquiagem, sem roupas da moda, você também nunca se mostrou interessado, alias já tinha o coração bem preenchido. Eu também. Então estava tudo certo. Eu guardava a pose e os badulaques pra quem eu queria impressionar. E você, engraçado à sua maneira, pouco fez pra parecer simpático, era sempre discreto e ponto, sem se preocupar se agradava ou não.

 "Mas eis que chega a roda viva"… As coisas que pareciam firmes foram saindo do lugar sem que eu, você ou outrem pudessem fazer algo.

Era claro que se tratava de um momento de transição, e esse momento aconteceu simultaneamente na minha e na sua vida. Até então, os pontos que não tinham muito em comum começaram a se conectar, com um sincronismo que se eu contar ninguém acredita. Percebemos então que éramos outros, com outra cabeça, que compartilhavam muitos pensamentos, com outra história, onde os finais eram bem parecidos, com outros planos, que seguiam pro mesmo rumo, e foi então que o "por que não?!" deu lugar ao "porque sim!".

O esforço que eu tinha que fazer com as poses e badulaques pra impressionar aos outros, com você não era preciso. Medir palavras também não precisava mais. A sensação de ser 100% eu mesma, sem ter que pensar, podar, ponderar ou posar é inédita e me faz um bem danado.

A gente começou certo. Não deixamos rastros nem cultivamos mágoas, aprendemos o bastante pra reconhecer o esforço um do outro, treinamos muito pra remar na mesma direção, e vivemos o suficiente pra valorizar a "sorte de um amor tranquilo".

Antes de tudo somos amigos, companheiros e cúmplices. Há respeito, compreensão, interesse e preocupação. Chamas ardentes de paixões à primeira vista podem apagar com o tempo, mas se o que construirmos for baseado, além da paixão ardente, claro, em todos esses outros alicerces, não haverá brisa de verão, tempestade de granizo nem chuvas de meteoros de brigadeiros que façam com que nossas estruturas se abalem.



A gente começou certo, e eu sei que é pra valer.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Eu repeti a vida toda
"Só me apaixono por gente errada"
E cada perda me doía um mundo
Como pode isso?
Perder gente errada não pode doer
Errada estava eu na afirmação

Perder gente certa é que dói

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Gil


Gal fala de um jeito lindo sobre gostar e sentir

Caê responde com reciprocidade

Sento e assisto ao show

Deste dueto não faço parte

Mas sei reconhecer talento

Sei desejar coisas boas

E sei que pensam em mim quando dizem:

"Comigo vai tudo azul, contigo vai tudo em paz..."

E esta paz em que me encontro

Com a ajuda de Gil

Vira explosão

Revolução

E um fim de tarde lilás

"Onde o mar arrebenta em mim



O lamento de tantos 'ais'"

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pra eu ficar em paz.


Foi amor sim. Talvez ainda seja.
Um amor desses que duram o tempo de uma taça de vinho. Mas se o que classifica é a intensidade, eu vivi. Vivi isso da forma mais intensa que pude. Morri de amor, morri de raiva, dormi no seu colo, cantei, falei, ouvi, ouvi coisas que me fizeram doer a barriga de tanto de rir e coisas que me deram vontade de socar a sua cara. Me controlei. Fui eu mesma sempre. Quase sempre. Por vezes tive que me conter para não te assustar. Sonhei, fui amada -me senti assim, suei, tremi, me entreguei de todas as formas, e de todas elas do jeito mais verdadeiro que pude.
Ensinei muita coisa, aprendi muito mais. Entendi que não basta gostar pra estar junto, que a liberdade às vezes é maior, aprendi a respeitar a vontade- não só as minhas, mesmo quando ainda nem se sabe quais são essas vontades.
No final eu fui mais forte, mesmo quando eu só queria estar fraquinha, quietinha, me sentindo protegida do seu lado. Fui forte porque percebi que minha fraqueza estava em você, que me suga, que me rouba, que faz eu enxergar mais de mim em você do que em mim mesma, que me fez esperar por horas, dias, meses, por um convite, uma mensagem, um telefonema, mas fui forte porque te vi ser forte. Aprendi.
Aprendi com você que a gente vem na frente, aprendi com você a amar a liberdade -e a suportar a solidão que vem com ela, a não falar mal de nenhum dos meus amores, e amá-los como parte de mim -mesmo os que se foram, aprendi que dor e sofrimento não são a mesma coisa, e que às vezes a gente machuca -e se machuca- sem querer.
Não temo mais o 'adeus', tudo o que vai embora, fica um pouco dentro da gente, e eu vou te guardar na caixa mais bonita que eu tiver. Foram tantas coisas boas que eu jamais voltarei a ser quem eu era antes de te conhecer, e toda vez que eu passar na travessa Tim Maia, e ler aquela frase do Leminski, eu vou me lembrar, não com a velha nostalgia, mas com o carinho e gratidão que tenho pela vida, pelo destino, e por todas as pessoas que entram e saem da minha vida.
O ciclo chega ao fim -e a razão é bem maior, as feridas fecham, a vida segue, e é como li certa vez por aí: "A lembrança de um grande amor é maior que a dor de vê-lo no fim.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

raiz


sinto-me asfalto quente
mas sei que sou terra vermelha
tão rica com a simplicidade que herdei
e toda essa beleza que trago comigo
nos olhos
não no azul que os colore
na forma de ver
de sentir
aprendi a amar
a ver cores e ouvir música em tudo
em todos
o respeito e o orgulho
o valor das coisas
é só fechar os olhos
e olhar pra dentro
pra mim
e encontro meu lugar
pois sou isso
sou vocês
um pouco de cada um
amo de uma forma bonita
que chega a doer
de uma forma que não tem fim
e que nunca terá

domingo, 7 de outubro de 2012

Gerúndio.


Mas já acabou? Acabou? Nem começou. E você sabe como eu odeio essas coisas que não terminam que não começam. Na verdade, eu costumo não terminar algumas coisas, têm coisas que são melhores inacabadas mesmo. Às vezes não vale nem a pena. Mas estou me referindo a outras coisas. Isso seria bom que terminasse, sabe?! Seria mais bonito. Bonito não é a palavra. Seria mais honesto. Mas se nem começou...Por isso, que começasse então, oras! Porque não começou? Ué, porque já acabou. E isso é coisa que se faça? Na verdade cada um faz o que bem quer, você não acha bonito pessoas livres? Claro que sim. Gosto de todo esse lance da liberdade e do livre arbítrio, mas não assim... Não quando não começa. Quando já está no meio, entende? Nesse aspecto eu gosto mesmo é dos gerúndios. Indo. Ficando. Beijando. Gostando. Comendo. Lavando. Indo... Entendeu a diferença? Mas se já acabou... Dá pra conjugar verbo que não existe? Claro que não. Mas aí que está, não era pra ter acabado. No máximo, acabando... Mas para isso, deveria ao menos, ter começado. Não existe gerúndio se não há verbo. Nem continuação se não há começo.

Publica!


Você vai mesmo publicar? Vou. Mas não deveria. E por quê? Porque ele vai ver. Mas é pra ver. Na verdade, ver agora é o de menos. Vai ver isso agora porque deixou de ver muitas coisas que era pra ter visto. Ou coisas que não viu, mas deveria ter suposto. Será que ele acha que sou artificialmente programada para não ter pêlos, cutículas, olheiras e mau humor? E sobre a dor nas pernas, o salto alto, a calcinha desconfortável, os cds e filmes que tive que baixar só pra ter mais assunto, parecer interessante... Mas você é interessante. Sou? Interessante e linda. E quem disse que precisa de salto? Não precisa? Não. Precisa de você. Do que você achar que precisa. Não precisava ver aquele filme chato, então? Não, era só dizer que nunca viu. Assim como ele nunca ouviu sua banda favorita, seu filme favorito, aquele clipe do The Cure. Aliais, todo mundo já viu aquele clipe do The Cure. Ele não. Porque as pessoas são assim, elas vivem a vida delas. Na verdade, a frase é no masculino. Eles vivem a vida deles. Deveríamos fazer o mesmo. Mas nós fazemos, vivemos a nossa vida, mas passamos a vida a pensar em todo mundo, em nós, neles, nas plantas, nos cachorros, nos que os outros vão pensar... Cansa né? É! E quer saber? Publica. 

E as coisas bonitas estão aonde não podemos prever. Aquilo que vem e acontece e pronto. Sem avisar. Quero mais surpresas, mais encontros inesperados, mais aleatoriedade nos acontecimentos. Mas assim... Bem lentamente, pra dar tempo de viver, sentir e registrar tudo, pra poder lembrar depois. De novo e de novo. Eu gosto assim, de acasos intensos... Mas um de cada vez.

domingo, 2 de setembro de 2012

O último sobre você



E eu acordei com a claridade da luz do sol entrando pela janela do carro. Olhei pra você e vi que estava todo torto para que eu coubesse no seu colo. Apesar do carro fechado e de nós estarmos muito perto, eu ainda estava com frio.

Ainda estávamos com a roupa e os cabelos molhados por causa da chuva que tomamos na noite anterior, mas confesso que isso não me incomodava tanto quanto aquele abismo que ainda existia entre a gente. Não físico, já que -finalmente- você estava ali ao meu lado, alias, o mais próximo que já estivemos durante todos esses meses.

Lembra o quanto planejamos isso? E todas as tentativas frustradas de você vir pra cá ou eu ir pra lá. Acabou que calhou de nos encontrarmos aqui, nesta cidade desconhecida. E agora estamos aqui, a sós, no banco traseiro deste carro, e por mais perto que isso seja, hoje, mais do que qualquer outro dia, somos dois desconhecidos. Na verdade, acho que sempre fomos estranhos que se convenceram de que, por algum motivo, eram amigos.

Fiquei ali te observando por muitos minutos, e por mais estranhos que fossemos naquele instante, aquela visão de você dormindo era-me tão familiar. Como se eu tivesse passado a vida inteira acordando com você ao meu lado, e da mesma forma, poderia passar mais uma vida acordando assim.

Muitas coisas passavam pela minha cabeça, principalmente cada passo que demos para chegar até ali. Voltei no tempo como numa regressão e tentei achar o momento, o passo errado que demos para que tudo desandasse dessa forma. Não encontrei resposta. Estou a procurá-la até hoje.

Você acordou assustado e me viu te olhando como se fosse um objeto de estudo. Reclamou das dores no corpo, já que havíamos passado algumas horas ali amontoados de forma improvisada. Me olhou por poucos instantes, e eu daria todas as moedas que eu tivesse na vida pelo seu pensamento ao me olhar, mas de tão breve e superficial que foi não deveria valer tanto.

Quando finalmente percebemos que estávamos sozinhos ali, naqueles poucos centímetros que medem a traseira de um sedan, o clima foi ficando cada vez mais tenso. Minhas expectativas e frustrações disputavam uma luta incessante dentro de mim, e a sua indiferença transbordava de forma que nós não cabíamos mais ali.

Você se espreguiçou e abriu a porta sem me dar nenhum tipo de explicação, satisfação ou bom dia. A indiferença escorreu porta afora e minhas frustrações se vangloriavam por terem vencido a disputa. Você saiu do carro. Foi quando finalmente me dei conta, que de uma forma ou de outra, precisaria sair também da minha vida.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Agora chega


Que merda é essa de deixar as pessoas influenciarem na sua vida dessa forma?! O que você é, um pedaço de papel em branco onde cada um vem e rabisca o que quer?! Um pedaço de tecido onde qualquer um pinta e borda depois larga num cantinho como uma arte inacabada?! Ou uma caixinha de natal, dessas que ficam nos balcões de padaria! Pois sim, você absorve cada sentimento que depositam aí nessa caixinha e as dimensiona em coisas mil vezes maiores do que são. Um "Oi" vira um "eu tô afim de você", um "Tudo bem?!" vira um "estou mega afim de você" e um "estou afim de você" vira um pedido de casamento. Isso não pode acontecer... Sejamos realistas! 


Além disso, nem podemos culpar aos outros... Salvo casos onde eles mentem, iludem, se aproveitam... o que alias, são maioria. Mas enfim, você torna as coisas grandiosas demais, por isso acaba sofrendo de acordo com o que projetou. Todos sabem, quanto maior a altura, maior o tombo, e nesses casos não haverá ninguém pra te segurar lá embaixo.


Não foi isso que você aprendeu com a vida, não é?! Você que de diz sempre tão madura, vivida, sem medo de errar, às vezes age como uma menininha. Arrisque-se! Mas arriscar-se não é se permitir sofrer, é muito mais que isso, é permitir acabar com a raça de qualquer um que venha impedir a sua felicidade.

domingo, 9 de outubro de 2011

Qualquer.

Eu gostava de quando você era único, de como era especial e de como fazia eu me sentir especial também. De quando você era diferente, era sem querer o que eu sempre quis, era tudo isso, era você.
Era o que eu achava certo, era intenso, verdadeiro, era melhor do que qualquer sonho, pois era real. Ainda que uma realidade distante, uma realidade futura, era plano e era pacto, era fruto do acaso, do mais belo dos acasos.
Eu amava olhar a lua, e saber que de algum lugar, do lugar mais bonito, você também a olhava, me ligava no meio da noite pra dizer "abra a janela, a lua está linda!". A lua nunca mais foi tão bonita.
Eu não gosto desse ser igual a todos os outros que você se tornou, você nunca foi normal, comum. Você era a espera que mais me valia a pena, a distância que mais me preenchia, a dor mais prazerosa, e agora é somente espera, distância e dor.
Você tinha tudo pra ser o cara mais especial do mundo. Pra mim. Mas optou por ser apenas mais um no mundo. Pra qualquer um. E até que meu ceticismo passe, eu quero passar o resto dos meus dias nesta cama. Pelo menos neste final de semana.

sábado, 8 de outubro de 2011

Sobre castelos e abortos

Não podemos dizer que me iludi sozinha, pois se há um iludido, é porque houve ilusão, e ilusão assim não se cria sozinha. Cria-se junto. Dia após dia, passo a passo. Grão a grão fomos construindo nosso castelo de areia, levantando muros e construindo sonhos, cultivando esperanças e expectativas, mas simplesmente, do nada, você abandonou a pá e o balde e me deixou sozinha, levantando muros mais altos e mais fortes, construindo sonhos mais densos e cada vez mais reais, e quando  olhei pro lado, você estava longe, construindo outro castelo, outros sonhos e outros muros. Me vi sozinha. Você nem sequer deu uma chance pro nosso castelo, pra nossa relação.  Ela nem teve tempo de se desenvolver, crescer, florescer. Não teve tempo e não teve escolha, foi interrompida, abortada, como um feto no útero que não quer nada além de uma chance. Ele não escolheu estar lá, se surgiu foi porque lhe deixaram entrar, usaram de um amor que no fundo não havia, criaram um ambiente propício pra possibilitar sua entrada e estadia, e no fundo, nada ali existia. O castelo desmoronou, os sonhos desperdiçados, tive que largar minha pá e meu balde sem sequer ter escolha. Me sinto abortada.

domingo, 3 de julho de 2011

O Pior

O pior foi quando eu descobri que eu mesma me enganei, e com o meu próprio consentimento! Fingi estar completa, quando na verdade eu sabia que faltava alguma coisa. Fingi estar amando, quando no fundo eu só gostava. Fingi não me importar com todas as caras feias que tive que aturar por sua causa, quando na verdade eu estava morrendo por dentro! Não, eu não estava bem, meu lugar não era ao seu lado, nunca foi, meu lugar era ao lado deles, e nós dois sabíamos disso.

Eu disse que o pior foi isso? Continuei me enganando... Pior mesmo foi quando depois que me conformei que “pra ganhar alguma coisa é preciso perder tantas outras”, depois que me acostumei com a idéia de que “as coisas poderiam dar certo assim mesmo”, vem você e mais uma vez acaba com tudo!

O pior é que eu acreditei no seu papinho patético de “Ah... você é tudo o que eu estava procurando!”. Como fui idiota pra não perceber que da mesma forma que você disse isso às outras, poderia dizer pra mim, como não percebi que da mesma forma que você falava das outras, poderia estar falando de mim, e o pior, a mesma coisa que fez às outras iria fazer a mim! E fez!

Pior é saber que essa palhaçada inteira, toda essa mentira e toda essa sujeira poderiam colocar em risco a única coisa verdadeira de toda essa confusão... Mas ainda bem que o ditado é certo ao dizer que “quem é de verdade, sabe quem é de mentira”!

Meio a tantos “piores” o melhor de tudo é saber que o mundo nunca para de girar, as coisas se acertam, se alinham, as máscaras caem, a gente levanta e pode ver de pé que onde aqui se faz aqui se paga!

domingo, 26 de junho de 2011

Ah... O Primeiro amor...

Um dia desses mexendo num baú velho que tem aqui no meu peito, encontrei uma relíquia... Deus do céu, durante alguns anos ele era exatamente tudo o que eu queria ter! 
Eu dormia pensando nele, acordava pensando nele, ia pro colégio e só tinha olhos pra ele, foi amor à primeira vista, primeiro amor, diga-se de passagem.

O primeiro amor, depois que passa, é uma delícia, dá aquela saudadezinha da infância, tempo gostoso de quando a gente chegava em casa, tirava o uniforme da escola, almoçava a comidinha gostosa da mamãe e tinha a vida inteira pra fazer o que quisesse! O maior problema era decidir se íamos tirar uma soneca, brincar com os amigos na rua ou se íamos assistir sessão da tarde!
Mas daí, parando pra pensar bem, a saudade não era do primeiro amor, e sim, da fase da vida em que ele ocorre. O primeiro amor em si é uma merda!

Primeiro porque eu achei que ia morrer! Juro! A dor no peito era tão grande que eu achei que eu estava doente! Eu nunca havia sentido aquilo, oras! Eu via o menino e ficava rosada, com as pernas bambas e com o coração disparado. Eu passei a odiar todas as meninas que se atrevessem a chegar perto dele. Perdi muitas noites de sono, passei a acordar mais cedo pra me arrumar pra ir pra escola, eu tinha 10 anos e passava rímel às 7 da manhã... É.. eu estava amando, e pra mim isso significava que eu já era mulher... Uma mulher que se sentia atraída por um rapazinho de 10 anos, com pouco mais de 1 metro e meio e de cabelo tigelinha.... Mas enfim, na época isso era totalmente coerente.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ex é pra sempre!

E depois de uma hora no MSN ele soltou um ”ah me liga aí...”. Eu pedi o número – como se eu não soubesse de cor o número de telefone que eu mais liguei na minha vida. Mesmo sabendo que eu sabia, ele gentilmente o passou. Eu liguei sem saber por que ligar, mas esse tipo de coisa a gente não pensa, só faz!
E ele atendeu! Não com o tom de voz ríspido das últimas vezes, mas com aquele tom que todos os exs namorados usam para falar de como estão vivendo sem a gente, daquela forma a querer provar que “Sim! Eu sobrevivi, e estou feliz”... É impressionante como a maioria das pessoas “dão um giro de 360° pra melhor na vida após o termino do namoro” – em especial àqueles que foram rejeitados... Em especial os arianos (a raça mais orgulhosa que eu conheço!). Mas apesar de nós dois mostrarmos que estamos bem, tudo que a gente sentia, todas as lembranças vieram à tona e sem perceber lá estávamos nós, nos conhecendo novamente! O mais incrível é que mesmo depois de tanto tempo não havia nada pra conhecer, ele não mudou nada! Eu também não... Fisicamente um pouco. Ele engordou, fez mais tatuagens, eu mudei o cabelo, mas no fundo era como se nada tivesse mudado, era como se esses 18 meses não tivessem existido, e nós estávamos nos falando como se ainda acreditássemos em tudo o que sempre acreditamos.  Foi quando eu me dei conta, de que apesar desse um ano e meio, ele ainda é o único que me conhece completamente.
Não que depois de tudo que passei eu pense em voltar – quer dizer, pensar eu penso! Quem nunca pensou uma vez na vida “e se...”?! Só que a forma que nos falamos desta vez estava tudo tão leve, parecia que não havia problemas, que nós éramos amigos, que confiávamos um no outro, parecia que todas as coisas ruins haviam desaparecido e que havíamos ficado só com as coisas boas! Era como no começo! Não tínhamos vontade de desligar o telefone, varamos a madrugada discutindo como se ainda existe alguma coisa pra discutir, como se ainda existisse algo entre nós! Lógico que alguma coisa sempre vai existir, ele foi meu primeiro namorado, eu fui à garota que (segundo ele) mais marcou a vida dele – e agora está marcado na pele... (Sim, ele fez 3 tatuagens que de alguma forma me representa). Mas porra! A verdade é que ele ainda me ama! E eu estaria mentindo se dissesse que depois de tudo o que passamos ainda não sinto nada. E que mulher não fica balançada sabendo que é amada, e por um cara que a conhece por completo, e era esse pensamento que não saia da minha cabeça! Mas pra quê??? Pra que querer pensar em tudo isso agora? Não faz sentido nenhum! A gente já viveu o que tinha pra viver, já passamos pelo que tínhamos que passar, foram 5 anos?! Foram 5 anos! Mas nossa história já tem um ponto final, pra que querer rabiscar reticências onde não tem?!
E aí depois de algumas horas no telefone nos demos conta de que isso era loucura! Não! Não éramos amigos! Não! Nós não nos compreendíamos, por isso terminamos! Ele seguiu a vida dele e eu segui a minha, estava tudo bem agora, tudo na vida passa! O nosso amor ainda existia, mas num lugar no tempo chamado passado, e é assim que tem que ser, neste lugar nós sempre estaremos juntos, mas agora, o lugar no tempo que nos compete, àquele em que realmente é possível fazer alguma coisa, jamais daríamos certo, e realmente a profecia é incontestável: Namorado é por um tempo, mas ex namorado é pra sempre!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Caminho sem volta

Os piratas usavam mapas. João e Maria pedaços de pão. 
Desde sempre ouvimos dicas e truques pra saber voltar ao caminho,
mas não me lembro de ter aprendido como me perder.
E era tudo o que eu queria!

Queria rasgar os mapas, apagar as lembranças, esquecer os cheiros, dissipar os rastros, pois por mais que eu corra na direção contrária, eu sempre acabo voltando.
Preciso aprender a pegar outro caminho, esse eu não quero mais!
Esse que eu já sei onde começa e onde termina, esse que tem pedras onde eu acabo tropeçando, esse cheio de curvas que me embrulha o estômago, que me deixa tonta, me dá vertigem e me confunde. Caminho esse que eu sei que não tem final.

domingo, 31 de outubro de 2010

Nunca tive medo de cair, meu medo era não conseguir levantar.

A primeira queda é sempre a pior, a dor e o medo são terríveis, a ponto de nos fazer refletir se nos convém tentar de novo, mas passada a dor lembramos-nos da sensação gostosa de liberdade, de adrenalina, de velocidade, o vento gelado que batia no rosto e fazia voar os cabelos. Passado o medo, a vontade de sentir tudo àquilo de novo é bem maior, vontade de sentir-se vivo novamente.

Depois de um tempo aprendemos a cair, mas pra aprender é preciso cair bastante, de todas as formas possíveis, e não ter medo, pois já provamos que essas quedas não matam, pelo contrário, fortalecem.
E a cada nova queda, uma nova cicatriz, que no começo dói, mas depois com o tempo passa. Não que a cicatriz vá sumir, ela continuará ali, pelo resto da vida, mas com tempo não doerá mais, até que se transforme em só mais uma marquinha em seu corpo e em sua memória.

Com o passar do tempo você nem lembrará mais o quanto doeu, e estará pronto pra outra. Depois de tantas marquinhas, você aprenderá a gostar delas, passará a colecionar marquinhas, e mostrará a seus amigos como prova das loucuras em que viveu. Até que – mesmo parecendo loucura – você começará a gostar de cair, pois a cada queda, uma história, uma experiência, a cada experiência um aprendizado, sem contar os mimos e a preocupação dos amigos e familiares.

Os anos passam, apesar de nos desequilibrarmos de vez em quando, já não caímos mais como antes, parece que além de aprender a cair, aprendemos a prever as quedas e assim conseguimos nos esquivar. Depois de um tempo você percebe que mesmo que queira, não consegue mais cair, mesmo se jogando de um lado pro outro, não nos desequilibramos mais, e é quando, finalmente, você descobre que aprendeu, e pode afirmar com toda certeza: Já sei andar de bicicleta!

E é com muito prazer que convido a todos : Vamos colecionar marquinhas???

Beijos e até a próxima!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma das poucas coisas em que o Google não pode me ajudar.

Quero encontrar alguém que mereça tudo o que de melhor eu possa oferecer, alguém que me faça querer ser uma pessoa melhor! Que me dê friozinho na barriga, que me faça perder a cabeça, que me faça suspirar e me deixe sem ar, alguém que valha minhas noites sem dormir, que valha às contas altas de telefone, que valha meu stress, minhas dores de cabeça, que valha cada lágrima e cada gota de suor, alguém que me faça gritar, que desperte todos os meus sentidos e os sentimentos bons e ruins que já senti e que e me faça descobrir tantos outros que eu ainda não conheço.

Eu quero encontrar alguém pra que eu possa cuidar, zelar, me preocupar, alguém pra eu ligar pra perguntar se já almoçou, pra eu fazer massagem e cafuné antes de dormir de cansaço, alguém que me faça levantar no meio da noite pra fazer chá pra dor de estômago e que me deixe com a mão cheirando à cânfora por causa da pomada contra inchaço por ter se machucado jogando futebol.

Eu quero alguém pra eu brigar pela bagunça que deixa ao sair, mas que também brigue comigo pelas minhas bagunças, meus atrasos e minha mania chata de guardar a garrafa de água vazia na geladeira. Alguém pra brigar pelo controle remoto e pra decidir o filme no cinema.

Quero encontrar alguém que faça eu me sentir mulher, que valha os gritos na sala de depilação, as horas pra arrumar o cabelo e a cada bife arrancado ao fazer as unhas. Quero alguém que se encaixe perfeitamente em mim, que me conheça mais do que a mim mesma, que me faça usar toda a minha criatividade, alguém que eu queira conquistar, decifrar e seduzir todos os dias, alguém pra dormir de conchinha, mas que por vezes não me deixe dormir. Quero alguém que me faça rir, me faça cantarolar músicas bregas e que cante pra mim.

Quero alguém pra pensar antes de dormir, e na hora de acordar, e no meio da tarde. Alguém que me acompanhe nas minhas loucuras e nos meus dias de preguiça, alguém que eu goste de conversar e que goste de me ouvir, mas que, sobretudo, me deixe sem palavras.

Uma grande amiga minha me fez enxergar esse texto com outros olhos,
hoje ele tem pra mim um significado muito mais forte.

Espero que gostem
Até a próxima postagem

sábado, 23 de outubro de 2010

O cara certo na hora errada

Acontece assim: um cara aparece do nada, parece que brota do chão! Vocês passam a se falar todos os dias, ele fala exatamente tudo àquilo que você precisava e queria ouvir no momento, as conversas são agradáveis, você pode falar sobre tudo, inclusive sobre outros caras. Ele passa a ser seu amigo, está tudo ótimo assim... Mas daí chega um dia em que os adjetivos passam a ser usados com mais frequência, os diminutivos são constantes e os emoctions bonitinhos no msn são usados quase como ponto final.
Daí tudo aquilo que estava sendo ótimo, começa a te assustar e quando você menos espera, aconteceu: Ele está apaixonado!

“Mas por que por mim? Logo por mim? Eu que contei todos os meus podres, todos os meus defeitos e frustrações, mostrei todo o meu lado mais obscuro, contei coisas que eu jamais colocaria no papel... Porque logo eu?”
E pronto! Você acaba de perder um amigo.

Você não vai mais poder pedir conselho sobre o que usar, pois mesmo se você resolver sair com uma calça de ginástica rosa, uma bota bico fino e uma jaqueta de camurça, ela vai falar “você está linda”.
Você nunca mais vai poder falar do carinha gato do metrô, ou verá em poucos instantes um bico do tamanho do mundo.

As conversas no MSN não terão mais tanta graça, já que ele sempre concorda contigo em tudo.
Até que vai chegar um dia – e esse dia chega rápido – que durante um café no Starbucks no meio da conversa ele te agarra e te beija. Agora sim, se você tinha alguma esperança em prosseguir com uma relação amistosa com o indivíduo, essas chances acabaram ali. De repente ele vai passar a ser a pessoa que te faz suspirar só ao lembrar, mas não um suspiro apaixonado, e sim, um suspiro daqueles de cansaço, de fadiga, àquele suspiro de “Ai... De novo esse cara!”

Diante de tantas ligações, e-mails e mensagens melosas, você vai começar a sentir falta de mensagens da sua operadora lhe oferecendo promoções.
Porém, por algum motivo, você não consegue afastá-lo, parece que tudo que você faz com esse intuito só  faz com que ele se aproxime mais.

De repente sua agenda estará sempre lotada – pra ele. Até que não haja mais desculpa e você terá que encontrá-lo. Não é que você não goste dele. Você só, por uma série de motivos, não está mais a fim de ser nada de ninguém, e mesmo sabendo disso ele insiste em fazer perguntas do tipo “Quem era aquele cara?” ou solta frases como: “Você é só minha, né?!”, com aquela carinha de gatinho do Shrek.
 Porque esses caras são assim? Só aparecem quando a gente não está afim?!

 Quando a gente quer achar alguém pra ficar “gostandinho” não aparece nenhum abençoado pra dar motivo. Poxa, é tão fácil eu me apaixonar! Ofereça-se pra segurar minha bolsa no trem que eu namoro você, se oferecer o lugar então, eu caso!

Mas pô! Justo agora que eu não tenho cabeça, coração, nem saco pra essas coisas, me aparece você, todo bonitinho, merecendo o carinho e a atenção que eu não posso, não vou, e nem quero te dar.
Desculpa gatinho! Mas eu só tenho uma palavrinha a dizer: Bye!

Só mais uma (outra) sobre amor

A vida é algo impressionante, viver é algo fascinante, apaixonante...
Eu poderia passar dias escolhendo adjetivos pra defini-la, mas a vida
é algo simples assim: uma hora você vive uma vida pacata, sem grandes
emoções e quando você menos espera, aparece alguém capaz de tornar
tudo o que antes parecia pálido e sem graça, em lembranças, recordações
e momentos eternos.
Papéis de bala, músicas, cheiros, qualquer coisa serve para eternizar momentos, é impressionante como até

 um sorvete tem outro gosto, um filme tem muito mais significado, como os compositores românticos
parecem invadir nossa mente,
tudo é muito mais intenso quando estamos apaixonados.

E aqueles que dizem que o amor é o tempero da vida, eu discordo!
 Tempero???
O amor não pode ser comparado a nada, se não, ao prato principal!